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Pará será referência em reabilitação para crianças, jovens e adultos, em nova unidade gerida pelo INDSH

Com cerca de 10% para conclusão das obras do primeiro Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) do Brasil, a saúde pública do Pará vai dar mais um salto de qualidade do centro que vai agregar em um único espaço assistência médica, odontológica, reabilitação, capacitação, oficinas para produção de próteses e serviço de Apoio e Diagnósticos que aumentará significativamente a resolutividade na atenção às crianças, jovens e adultos com deficiência no estado. O CIIR deverá ser inaugurado a partir de janeiro de 2018. Na foto, o diretor Executivo do Hospital Geral de Tailândia (HGT), José Neto, o presidente do Instituto, José Carlos Rízoli e o diretor de Operações, Adriano Flávio de Lima. FOTO: THALITA GARCIA / ASCOM INDSH DATA: 22.12.2017 BELÉM - PARÁ

(10/1/2018) – A saúde pública no Pará vai dar mais um salto de qualidade com a inauguração do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) do Brasil, que agregará em um único espaço assistência médica, odontológica, reabilitação, capacitação, oficinas para produção de próteses e serviço de Apoio e Diagnósticos. Faltando apenas cerca de 10% para a conclusão das obras, o centro aumentará significativamente a qualidade na atenção às crianças, jovens e adultos com deficiência no Estado. O CIIR deverá ser inaugurado no primeiro semestre de 2018.

A instituição será administrada pelo INDSH, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O presidente do Instituto, José Carlos Rízoli, acompanhado do diretor de Operações, Adriano Flávio de Lima, e do diretor executivo do Hospital Geral de Tailândia (HGT), José Neto, conheceu as obras no último dia 20.

O espaço conta com cinco módulos, totalizando 15 mil m² de área construída. No primeiro módulo funcionarão os consultórios médicos; no segundo, os setores de fisioterapia e reabilitação, e no terceiro será a área administrativa, com diretoria, almoxarifado e outras dependências.

No quarto módulo ficará a oficina de próteses, espaço para realização de artes cênicas e biblioteca, e o quinto será dedicado à Ruína, prédio restaurado de uma antiga igreja construída em Belém pelos padres mercedários.

Inclusão social e cultural – O complexo, que será referência nesse tipo de assistência no País, contemplará ainda a inclusão social e cultural com atividades de arte e educação, visando à promoção de melhorias e superação diária dos usuários desses serviços. “As ações serão desenvolvidas e motivadas por equipe multiprofissional, que proporcionará a acessibilidade para eliminação de barreiras enfrentadas por pessoas com necessidades de reabilitação especializada”, informou José Carlos Rízoli, ressaltando a importância da parceria de instituições públicas e privadas.

“É com muito orgulho que firmamos mais uma parceria com o governo do Estado para gerir este centro, que é algo extraordinário, e posso afirmar, sem dúvida, algo inédito no País. Esse governo teve a sensibilidade para desenvolver esse projeto. Somos parceiros, agradeço ao governo. Tenho certeza, isso também dará orgulho aos paraenses”, ressaltou José Carlos Rízoli.

O mais novo serviço será composto pelo Centro Especializado de Reabilitação (CER IV), que inclui atendimento para deficiência visual, auditiva, intelectual e física; Oficina Ortopédica com dispensação, confecção, manutenção, ajustes de ósteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, ocular, auditiva, e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO II).

“Existir” – Lançado em 2012 pelo Governo do Estado, o Plano de Ações Integradas é coordenado pelo Núcleo de Articulação e Cidadania – NAC. O Plano Existir assumiu o compromisso de garantir ações a partir dos eixos saúde, educação, acessibilidade e inclusão social, para a promoção dos direitos fundamentais da pessoa com deficiência na ampliação do acesso ao patrimônio cultural como instrumento de inclusão, fazendo com que ela se sinta integrada à sociedade.

São integrantes do Comitê Gestor do Plano Existir 18 órgãos públicos: Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon); Companhia de Habitação do Pará (Cohab); Escola de Governança do Estado (EGPA); as Fundações Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), Carlos Gomes (FCG) e Cultural do Pará (FCP); Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC); Imprensa Oficial do Estado (IOE); Universidade do Estado do Pará (Uepa); Defensoria Pública; Polícia Militar e as Secretarias de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), de Educação (Seduc), de Esporte e Lazer (Seel), de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e de Saúde Pública (Sespa).

De acordo com o último Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Pará possui uma população estimada em quase 8 milhões de habitantes. Desses, cerca de 24% (1,7 milhão) possuem algum tipo de deficiência, assim como 24% da população brasileira, o equivalente a 45,6 milhões.

Serviços – É para essa parcela da população que o CIIR oferecerá assistência especializada, segura, de qualidade e humanizada, com serviços de saúde na área visual, auditiva, física, intelectual, ostomia, mobilidade reduzida e múltiplas deficiências, além do atendimento na área odontológica especial, além do serviço de Apoio e Diagnóstico com raios X digital, ultrassografia, eletroneuromiografia, ergoespirometria, eletroencefalograma, eletrocardiograma, ecocardiograma, mapa, holter, raios X odontológico, densitometria óssea e hidroterapia com piscina aquecida.

Os usuários do SUS terão à disposição atendimento ambulatorial em anestesiologia, clínica médica com qualificação no atendimento de urgência, cardiologia, fisiatria, genética, neurologia adulto e infantil, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia, proctogastroenterologia, psiquitaria, odontologia,  endodontia, periodontia, bucomaxilofacial, estomatologia, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, serviço social, enfermagem, nutrição, pedagogia, psicologia, sociologia e educação física.

Por Vera Rojas

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